Oi Mentes Inquietas, tudo bem com vocês?!
Como eu falei em um dos últimos posts aqui no blog, eu estou querendo variar um pouco de leitura e escolhi alguns livros, fora da minha meta literária de 2016, para ler por algum tempo. O livro que escolhi para ler primeiro foi um presente de uma pessoa especial. É sempre bom lembrar que esta resenha pode conter spoilers!
Livro: O que há de estranho em mim
Autor(a): Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2016
Páginas: 224
Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. 
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.


Quando me trancaram na Red Rock comecei a me sentir vazia, cansada, e na maioria das vezes revoltada.
Primeiramente, eu não poderia começar esta resenha falando que "O que há de estranho mim" me lembrou muito o filme "Garota interrompida". Eu sei que este filme tem livro, mas ainda não tive chance de ler. Para quem já teve contato com esta obra do finalzinho dos anos 90, saiba que o livro resenhado hoje é uma versão mais leve e talvez mais positiva. Talvez isso tenha me deixado um pouco triste e feliz ao mesmo tempo. Quando um livro se propõe falar de uma instituição como a retratada no mesmo, imaginamos crueldades ao estilo American Horror Story Asylum. Mas isso me trouxe um alivio, por não mostrar tantas crueldades com aquelas garotas que ao mesmo tempo que são tão diferentes entre si e de mim, conseguem se aperfeiçoar entre elas e eu por elas.
É que a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lado opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas. 
Não estou falando que as crueldades do na instituição Red Rock são poucas não na verdade nem consigo imaginar alguns pais internando suas filha num lugar como aquele. Mas, este é o primeiro livro que leio da Gayle Forman, e com sua escrita ela consegue quebrar muito este ar tenso que o livro tem, e mostrar a historia de um jeito que você fica interligado com as personagens e a luta delas.
É só isso que a gente pode fazer, Brit. Um passo de cada vez. Quando a gente menos espera, chegou a algum lugar.
Um ponto ruim é que algumas coisas são muito fáceis. Como a fuga das garotas para se encontrarem, a fuga da Brit para entrar em contato o jornalista, o fato delas conseguirem todas as provas e só a V. se ferrar, a protagonista e as outras é sempre salva pela V e no livro conseguimos entender o porque, mas isso ainda me incomoda um pouco. O final não é lá grandioso, é algo como final de filme adolescente, ou seja, tudo acaba bem.
É legal termos alguns finais felizes para nos dar esperança, mas eu esperava um pouco mais.

Avaliação:

2 Comentários

  1. Eu achei linda a sinopse, apesar de parecer mais um clichê adolescente, tenho certeza que gostaria da leitura. Além disso a capa tem tudo a ver né. Sua resenha ficou mto boa, bem simples e objetiva!

    http://www.leitorasvorazes.com.br/

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  2. Oi, tudo bem?
    Sua resenha sempre muito boa, clara e explicativa. Mas sinceramente não me sinto atraída para ler esse livro. Quem sabe algum dia. Mas sempre vejo ótimos comentários a respeito do mesmo. Obrigada. Abraços.

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